Manual de Sobrevivência no Mineirão

terça-feira, 23 de junho de 2009 ·

Jogadores e técnico formulam cartilha para voltar vivo de BH.
Até agora o caminho gremista na Libertadores foi tranquilo, sem maiores dificuldades, e ladrilhado por adversários sem a grife sul-americana. Mas isso foi até o Caracas. Hoje, o Grêmio embarcará para Belo Horizonte, onde amanhã enfrentará o Cruzeiro, no Mineirão. O mata-mata vale vaga à final do torneio. Por isso, a delegação viajará com um manual de sobrevivência. Afinal, o clube precisa voltar vivo a Porto Alegre. O manual foi uma construção coletiva, mas com grande colaboração de Paulo Autuori, Fábio Santos, Alex Mineiro e Jadílson, todos ex-Cruzeiro.

1. O fator Kléber
É claro que a boa fase do atacante Kléber preocupa o Grêmio. Mas, na avaliação do vestiário gremista, foi a preocupação excessiva do São Paulo com o jogador que derrubou o time do Morumbi na Libertadores.

– Kléber foi bem marcado pelo São Paulo, mas aí o Wagner fez o que quis no ataque. Não podemos cair nesta armadilha. Kléber é importante, mas não joga sozinho – alertou o volante Túlio.

2. Não cair em provocações
Kléber causa grandes dores de cabeça à defesa gremista. Acostumado a provocar os rivais e usar lances desleais, como cotoveladas e tapas no rosto, ele tem um capítulo à parte na cartilha tricolor. Fábio Santos, ex-parceiro de Kléber na base são-paulina, lembra que o Grêmio terá que esquecer as botinadas do atacante para não ter jogadores expulsos:

– Kléber gosta de provocar, gosta do contato. Usa bem o cotovelo e o braço até mesmo nos amigos. Ele não fica de conversa, ele bate mesmo.

3. Um gol pode valer a vaga
Se na Libertadores o Cruzeiro sofreu apenas dois gols no Mineirão, o Grêmio marcou gols em todas as partidas fora de casa. O exemplo de Corinthians e Inter pela final da Copa do Brasil está bem presente para todos no Olímpico. Ainda que os jogadores gremistas citem que os colorados não estão mortos com o 2 a 0 do Pacaembu, sabem que somente um resultado heroico reverterá a situação.

– No Mineirão, até um 0 a 0 é ruim – adverte Túlio.

4. Não tomar gol cedo
O Mineirão estará lotado. Somente ontem, 25 mil dos 68,4 mil ingressos foram vendidos. A torcida do Cruzeiro não é famosa pela sua paciência. Assim, ir para o intervalo com um 0 a 0 poderá ser o grande aliado gremista em Belo Horizonte. Para isso, a ordem é agrupar o time. Todos os setores deverão estar conectados, sem atos de heroísmo, principalmente de parte dos laterais. Quando Fábio Santos apoiar, Ruy permanecerá na defesa, como um terceiro zagueiro (e vice-versa). As jogadas dos laterais Jonathan e Gérson Magrão são consideradas armas letais pelo Grêmio.

5. Acertar a casinha
O 0 a 0 com o Fluminense é considerado por todos no Olímpico como o de melhor desempenho do time desde que Autuori assumiu. É exemplo também para evitar erros de conclusões a gol. A ordem é desperdício zero em BH. Perder gols em um mata-mata semifinal de Libertadores poderá ser fatal. Maxi, Alex Mineiro, Souza, Tcheco e Herrera foram cobrados pelo técnico.




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