Sem vencer o Inter desde o primeiro turno do Brasileiro de 2007 (1 a 0, gol do estreante zagueiro Leo), o Grêmio recebe seu rival de cem anos, na tarde deste domingo, no Olímpico, com missão dupla: acabar com esse tabu de oito jogos sem vitória e provar que encontrou mesmo o rumo. Afinal, depois de golear Atlético-PR e Corinthians, o time de Paulo Autuori voltou a mostrar velhos vícios na derrota para o Coritiba no meio da semana.
E o Inter? Seus dirigentes não demitirão Tite em caso de derrota, como se apregoa, pelo retrospecto do técnico e também pelos 4 a 2 aplicados no Fluminense, quarta-feira. Aquilo foi um alívio. Interrompeu um período em que o Colorado vencera apenas duas vezes em dez partidas.
O Grêmio enfrentará o rival no Olímpico pela primeira vez desde agosto passado, quando empatou em 2 a 2, pela Copa Sul-Americana.
— E a gente sabe o quanto a nossa torcida pode fazer a diferença – avisa Tcheco, o capitão do time. Ele lembra que, se não derrota o rival em casa desde 2007, também é verdade que o Tricolor não perde: foram dois empates, um pelo Gauchão e outro pela Sul-Americana, além de outro escore igual no campo do adversário. De fato: dos últimos quatro confrontos, todos com vitória colorada, três foram no Beira-Rio e um em Erechim.
— Nossa ambição é alcançar o G-4 logo e, depois, brigar pelo título. Se vencermos o clássico, ganharemos moral para alcançar nossos objetivos – afirma o volante Túlio. Em oitavo com 15 pontos, o Tricolor pode chegar ao quinto posto, se vencer e os resultados paralelos ajudarem.
Ao entrar no ano do Centenário, o Inter fixou como objetivo conquistar o título do Brasileiro, algo que não consegue desde o tri invicto de 1979. Time contraditório: apesar das crises, se mantém na vice-liderança. E poderá voltar à ponta, desde que ganhe o clássico e que o Atlético-MG não derrote o Vitória em Salvador.
Como faz no Olímpico, o Grêmio atuará pressionando o tempo todo. Seu único desfalque considerável será o zagueiro Leo, cumprindo suspensão pelo terceiro cartão amarelo. O zagueiro Thiego, expulso contra o Coritiba, atuava improvisado na lateral-direita e não andava bem. Joílson, ou mesmo o volante Makelelê improvisado ali, poderá render melhor.
De resto, Autuori saúda os retornos do zagueiro Réver, do meia Souza e dos atacantes Maxi López e Herrera, desfalques que influíram na derrota no Couto Pereira.
No Inter, que jogará pela segunda vez seguida no 3-5-2, há duas dúvidas: Sandro ou Danny Morais como volante e Taison ou Alecsandro iniciando ao lado de Nilmar. A primeira dúvida se deve às ausências de Magrão e Glaydson, suspensos. A segunda tem a ver com estratégia: é melhor iniciar com Alecsandro, como no jogo contra o Fluminense, ou com Taison, que entrou nos últimos 20 minutos e marcou dois gols?
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